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Outubro sinodal: para ouvir o que o Espírito diz à Igreja

Outubro sinodal: para ouvir o que o Espírito diz à Igreja

WhatsApp Image 2023-09-27 at 07.39.04Este mês de outubro é um mês especial! Não apenas por ser o mês do rosário e o mês missionário, mas este ano por ser o mês que acolhe a realização da 1ª sessão da etapa universal do Sínodo. Com o tema “Por uma Igreja Sinodal – comunhão, participação e missão”, este processo sinodal teve início em outubro de 2021, quando o Papa Francisco abriu em Roma o processo e nós também, em nossas paróquias celebramos essa abertura, uma vez que a 1ª etapa, a diocesana, desejada pelo Papa Francisco, consistia na escuta de todas as pessoas de boa vontade, em todas as Igrejas Locais do mundo inteiro. Só em nossa diocese da Campanha foram ouvidas mais de 5 mil pessoas que quiseram se manifestar por meio do questionário on-line, divulgado em todas as nossas paróquias. Estas respostas transformaram-se, nesta e nas etapas seguintes – nacional e continental – em relatórios diocesanos, nacionais e continentais que, reunidos em Roma pela Secretaria do Sínodo, compuseram o Instrumento de Trabalho, que está sendo estudado e será utilizado pelos representantes de todo o mundo nesta sessão da etapa universal do sínodo, que começa dia 04 e termina dia 28 de outubro de 2023.

Do Brasil, 13 pessoas participarão desta etapa universal do sínodo: 4 são cardeais, 4 bispos, 3 padres e 2 leigas. As duas leigas, Sônia e Cristina, são mulheres negras mineiras e levarão ao sínodo a voz e a presença das mulheres, que são sempre a maioria em nossas Igrejas. Sônia é assistente social e presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) e Maria Cristina é socióloga, assessora de migração da Caritas e membro do grupo que estuda a participação da mulher na Igreja e na sociedade, no Conselho Episcopal Latino Americano e Caribenho (CELAM).

Não há o que temer. O sínodo é obra do Espírito que conduz a Igreja pelos caminhos da história. O sínodo faz parte da história da Igreja desde os seus primórdios. E, nos tempos mais recentes, foi São Paulo VI quem, imbuído da riqueza do Concílio Vaticano II e desejando que aquele espírito de partilha e corresponsabilidade permanecesse na vida da Igreja, reinstituiu o Sínodo, através do Motu Próprio A Solicitude Apostólica, de 15 de setembro de 1965, antes mesmo do encerramento do Concílio. Desde então já aconteceram mais de 20 assembleias sinodais (ordinárias, extraordinárias e especiais), presididas por João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

O que o Papa Francisco tem feito diferente nas assembleias sinodais? Primeiro, ele participa em tempo integral, diferente de seus antecessores, e pede aos participantes que não se intimidem com a sua presença, mas falem com coragem. Segundo, entre as falas dos participantes, o Papa Francisco instituiu tempos de silêncio e oração pessoal, a fim de que se ouça “o que o Espírito diz à Igreja” (Ap 2,7), pois afinal este é o objetivo maior do sínodo. E terceiro, ele deu voz e voto às mulheres e homens que não são bispos e antes eram apenas peritos ou observadores.

Acompanhemos com nossa oração pessoal e comunitária esta rica experiência de Igreja que todos nós fazemos por meio de nossos representantes na assembleia sinodal e da nossa voz que, ouvida aqui na Diocese da Campanha, chega lá na etapa universal da assembleia sinodal.
Este sínodo não termina agora. Haverá uma 2ª sessão da etapa universal, em outubro de 2024. Nesse intervalo pode ser que nós voltemos a ser consultados e chamados a participar. Por isso, corações abertos ao Espírito que conduz a Igreja.

Pe. Jean Poul Hansen
Secretário Executivo de Campanhas da CNBB

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