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da Campanha

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MISSA NO PRESÍDIO DE VARGINHA

MISSA NO PRESÍDIO DE VARGINHA

WhatsApp Image 2017-08-03 at 15.36.57Aos 02 de agosto de 2017, às 10h, celebrou-se a Sagrada Eucaristia no Presídio de Varginha. A celebração foi presidida por Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese da Campanha, e concelebrada por cinco padres das paróquias de Varginha. Dentre os presentes estavam cerca de duzentos encarcerados, os membros da Pastoral Carcerária, o juiz da Vara Criminal, o diretor da instituição, o prefeito municipal e a diretora da escola do presídio. O coral do presídio preparou-se especialmente para a celebração.

Em sua homilia o senhor bispo exortou sobre o primado do homem na criação, lembrando a relação de comunhão entre Moisés e Deus na leitura do livro do Êxodo. Disse que os mandamentos dados por Deus são o caminho para a vida, não qualquer vida, mas aquele cem por cento de vida que Deus oferece ao ser humano. Depois prosseguiu recordando o motivo da presença da Igreja nos presídios. A Igreja vai aos presídios porque foi Jesus quem primeiro dirigiu-se às periferias sociais e existenciais. Por isso, em seu apostolado, a Igreja cumpre o mandato e o exemplo deixado pelo próprio Jesus.

O Senhor Jesus é centro de sua Igreja e a razão que impele os cristãos a realizarem a Pastoral Carcerária. Dom Pedro ilustrou isso com um fato da vida de Santa Tereza de Calcutá. Contou que um empresário muito rico foi visitá-la em certa ocasião, e vendo-a dar banho e cuidar dos pobres disse-lhe que não faria aquilo nem por um milhão de dólares. Ao que a madre respondeu: “Nem eu o faria por um milhão de dólares, se o faço é por amor a Jesus”. Essa é a razão de ser da Pastoral Carcerária, disse o bispo. É o amor a Jesus que transforma o discípulo em missionário, capaz de continuar em sua existência os passos do Senhor.            

Dizem as Diretrizes da Pastoral Carcerária da Diocese de Uberaba: “A Pastoral Carcerária é uma pastoral social. Ela é uma das pastorais dos marginalizados mais complexa, delicada, sensível e polêmica, porque se ocupa justamente dos presos, daqueles a quem a sociedade só tem desprezo e que são objetos de tantos cuidados de ‘segurança’. A Pastoral Carcerária é Pastoral por que é a ação da Igreja… A Pastoral Carcerária não deixa a Igreja nem a sociedade esquecerem que o preso é gente e tem que ser recuperado para reintegrar-se a esse povo”.

O Papa Francisco nos recorda que vivemos o tempo da Igreja em saída, repleta da alegria do Evangelho, sem medo de se enlamear, desejosa de curar as feridas dos que se encontram nas periferias da vida. Que o testemunho dado pela visita do senhor bispo e dos padres e leigos que compõe a Pastoral Carcerária de nossa Diocese possa motivar você, caro leitor, a viver esta experiência missionária da Igreja. 

Pastoral Carcerária 

 

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