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Escola Diocesana de Liturgia em Varginha e São Lourenço

Escola Diocesana de Liturgia em Varginha e São Lourenço

foto2Em prosseguimento, o terceiro encontro aconteceu no dia 27/05/17, cujo tema possibilitou aos participantes uma profunda reflexão sobre “O que celebramos”.

Contamos com a presença de 90 alunos, que, através de seus inúmeros questionamentos, opiniões e conceitos puderam participar ativamente do encontro tornando-o produtivo e dinâmico.

Ao analisarmos o avanço de nossa Escola, podemos afirmar que contribuímos muito para o crescimento de nossas comunidades que se reúnem, sobretudo, para “Celebrar o Mistério Pascal de Cristo”, cumprindo o que Ele mesmo nos pediu: “Fazei isto em minha memória”.

Deus seja louvado por nossa Igreja, de maneira particular nossa Diocese que conta com a dedicação, empenho e grande zelo de presbíteros e fiéis leigos na vida litúrgica de nossas comunidades.

“Celebrar” o Mistério Pascal de Cristo, permite-nos celebrar o Cristo, nossa Páscoa, nossa Salvação. Cumprimento da promessa de salvação para toda a humanidade.

Celebrar é também fazer a experiência do Cristo presente no ministro, nas espécies eucarísticas, na Palavra, nos Sacramentos, na Igreja que ora e canta.

É celebrar o Anúncio e sua Realização. Texo por Marly de Azevedo.

 

Para que os participantes das liturgias celebrem frutuosamente o Mistério de Deus

No sábado dia 27 de maio aconteceu mais uma etapa da Escola Diocesana de Liturgia, na cidade de São Lourenço, no Salão da Paróquia São Lourenço Mártir, de 08h às 16h. As aulas foram ministradas pelo Padre Alex José Adão, presbítero de nossa diocese e Mestre em Liturgia. Os temas abordados nesta etapa foram: “Quem celebra?” e “Ministérios Litúrgicos”. Houve boa participação de representantes de mais de 10 paróquias das foranias vizinhas a São Lourenço.

O professor trabalhou esses temas inspirado nas contribuições do Vaticano II, em alguns pontos elencados no Catecismo da Igreja Católica, fundamentado nos pronunciamentos do Papa Francisco e nos documentos da Igreja no Brasil. Segundo esses textos inspiradores, quem celebra nossas ações litúrgicas é o povo de Deus, povo sacerdotal unido a Cristo, cabeça da Igreja. Por sermos um povo celebrante, precisamos sempre mais trabalhar pela participação ativa das pessoas que frequentam nossas assembleias.

Muito foi falado que não é só o padre quem celebra, como muitos ainda falam e pensam. Essa mentalidade ainda leva muitos participantes de nossas celebrações a se portarem como meros espectadores, pois ainda usam até hoje a expressão: “assistir a missa”. A celebração da Eucaristia, assim como todas as ações litúrgicas da Igreja, é ação de todo o Corpo Místico de Cristo, cabeça em membros. E os agentes da Pastoral Litúrgica e das equipes de celebração nem sempre se esforçam para superar essa mentalidade ou para motivar a assembleia a participar ativamente dos momentos celebrativos.

Essas ações litúrgicas, para que sejam bem participadas por todos os membros da assembleia, precisam por outro lado da organização dos ministérios. Assim temos o ministério da presidência, exercido pelos ministros ordenados (bispos, padres e diáconos), por leigos que exercem ministérios instituídos (leitor e acólito) ou ministérios confiados (Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão ou do Batismo, assistentes leigos do matrimônio) ou mesmo alguns ministérios litúrgico-pastorais (ministro da palavra, cantores, coroinhas etc).

Em sintonia com os últimos documentos da CNBB e do Papa Francisco, preocupamos em buscar uma participação ativa, frutuosa e plena de todos os frequentadores de nossas liturgias. Para que todos se comportem como celebrantes do grande Mistério, precisamos que toda a paróquia seja uma casa de iniciação à vida cristã. Nossas liturgias precisam ser bem celebradas a ponto de, ao invés de assistir, os participantes possam usufruir bem de tudo o que acontece em nossas celebrações; nossa catequese deve ser no estilo catecumenal e celebrativa, para que nossos catequisandos aprendam a aproveitar ao máximo os momentos orantes proporcionados pelas liturgias; toda a paróquia deve agir para que os paroquianos e os participantes de suas atividades litúrgicas exerçam a seu modo o sacerdócio comum de cada pessoa batizada. Muito há que se fazer, mas o ponta-pé inicial está sendo dado: a formação dos alunos de nossa Escola Diocesana de Liturgia.

 

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