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Abertura da Semana Santa na Sé diocesana

Abertura da Semana Santa na Sé diocesana

 

CapaDom Pedro Cunha Cruz preside missa pontifical na paróquia Santo Antônio

Na manhã deste domingo, 9 de abril, a paróquia Santo Antônio  iniciou solenemente a Semana Maior, com missa pontifical presidida por D. Pedro Cunha Cruz. O bispo continua a antiga tradição de seus antecessores de abrirem a Semana Santa na Sé Diocesana. Desde o ano passado, a primeira parte da celebração é realizada na igreja N. Sra. Das Dores. A celebração foi concelebrada pelo vigário paroquial e reitor do seminário S. Pio X, Pe. Edson Pereira de Oliveira.

A celebração

Os primeiros relatos da celebração de Domingo de Ramos são encontrados em Jerusalém, no século IV. Nesses relatos procurava-se recordar o mais exatamente possível a entrada de jesus de Nazaré na cidade. Entretanto não há menção de celebração eucarística. Em Roma, o domingo que antecede a Páscoa ficou conhecido como Domingo da Paixão (de Passione) por ser o domingo onde há a proclamação da Paixão de Cristo. A procissão de ramos foi introduzida por volta do século XI. 

Com a reforma promovida pelo Vaticano II, a celebração de Domingo de Ramos adquiriu o formato que temos hoje: a primeira parte comemora a entrada de Jesus em Jerusalém; e a segunda é formada pela primeira narração da Paixão de Cristo e pela celebração da Eucaristia.

Na igreja Nossa Senhora das Dores, templo mais antigo de Campanha, foi realizada a primeira parte da celebração. A liturgia deste momento convida os fiéis ao reconhecimento e gratidão pelas maravilhas que Jesus realiza na vida de seu povo. Podemos perceber isso na exortação que o presidente faz logo no início:  “[…] Hoje nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de Nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória dessa entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua Cruz, participemos também de sua Ressurreição e de sua Vida. Logo após a exortação, é feita a bênção dos ramos. A maioria dos fiéis traz seu ramo de casa e a equipe de liturgia também prepara alguns para serem distribuídos.

O primeiro evangelho proclamado no Domingo de Ramos relata o momento da entrada de Jesus em Jerusalém. Logo após o presidente dirige suas primeiras palavras aos presentes.

“É com grande alegria que nós iniciamos esta semana santa, neste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Nós teremos a alegria de reviver os momentos mais importantes e derradeiros da vida de Cristo Jesus. Esta é a razão pela qual esse domingo é chamado de Domingo de Ramos e da Paixão. Nosso caminhar, no curso dessa procissão representa, não aqueles que vão mandar Jesus para o lenho da cruz; mas representam aqueles que abraçam a cruz juntamente com Cristo, entendendo que o centro do grande amor de Deus por nós. Eu queria que todos pudessem concluir toda a sua trajetória quaresmal, bem construída, quando nós entramos no deserto com Cristo Jesus. Que assim possamos viver esses momentos, que não são apenas memorativos para nós, mas que, na verdade, a força da celebração sacramental traz para o hoje de nossa vida, o hoje da nossa existência, da nossa história. Que esse caminhar daqui até a Catedral possa representar todo o nosso reconhecimento, todo o nosso louvor com os ramos nas mãos, que Jesus é verdadeiramente o rei, o filho de Davi, o filho do homem, aquele no qual o próprio Deus nos prometera através dos profetas. Que possamos assim, também, ao erguer os nossos ramos, e ao nos direcionarmos para a celebração da santa eucaristia, na nossa Catedral, esses ramos possam representar, já antecipadamente, a nossa vitória sobre toda a sorte de sofrimento que possamos passar nesta vida. Expressemos nossa fé, a nossa gratidão para com Deus, por termos nos presenteados na pessoa de seu filho Jesus: tão pobre e tão humilde! Este Servo Sofredor [fazendo referência à I Leitura da missa] que tudo se entregou e abriu o paraíso a cada um de nós!”

Logo em seguida, o bispo convidou os fieis a se organizarem em procissão para a Catedral. A procissão percorreu as ruas do centro histórico da cidade. Chegando à igreja, prosseguiu-se a celebração com a Liturgia da Palavra e a Primeira Proclamação da Paixão de Cristo (retirada dos sinóticos – este ano, do evangelho de Mateus)

O compromisso quaresmal

Antes da bênção final, D. Pedro dirigiu uma palavra especial para os cristãos de Campanha. Recordou que na Quarta-Feira de Cinzas lançou uma proposta: que todos os fiéis fizessem na quaresma um retiro espiritual, participando de todas as missas dominicais deste tempo litúrgico. Após ouvida a equipe presbiteral que atua na paróquia, pôde constatar que os fiéis aderiram à sua proposta. Concluiu dizendo que, desta maneira todos estão preparados para melhor vivenciar esta semana.

A música

Na missa pontifical, três grupos musicais estiveram envolvidos na celebração. O Coral Campanhense ficou responsável pela primeira parte da celebração, na Igreja N. Sra. das Dores. A Fanfarra Irmão Paulo, animou a Procissão de Ramos. Chegando na Catedral, o Coral Campanhense, no adro da igreja, entoou o tradicional canto Gloria Laus do compositor barroco Lobo de Mesquita. E a segunda parte da celebração, ficou a cargo do Coral Catedral. 

 

 

 

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