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Os cristãos e as eleições

Os cristãos e as eleições

Braso D. PedroNa iminência das eleições em nosso País, em um dos momentos histórico e político dos mais complexos vividos por nós brasileiros, queremos convocar todos os cristãos e homens de boa vontade a olharem com esperança o presente momento eleitoral. Sabemos, porém, que o cenário político nacional tem várias raízes negativas, dentre as quais a falta de ética e a corrupção endêmica, que levaram o bom povo brasileiro a uma incomparável descrença em nossos políticos. “A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política, que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social” (Nota da CNBB sobre o momento nacional, 19 de maio de 2018).

Cabe a nós, cristãos conscientes, ativos e protagonistas de uma nova sociedade, cuidar da democracia e lutar para que ela não se enfeixe por estes condicionamentos negativos. A democracia é uma conquista de nosso povo, e nós não podemos desistir dela. Ao contrário, devemos renovar nossos propósitos a fim de superar todas as ameaças à democracia. Colocamos em risco a mesma, quando desprezamos a política, vendemos, trocamos ou anulamos nosso voto. Sejamos defensores da democracia escolhendo, criteriosamente, candidatos preocupados com o bem comum; estejamos atentos às suas propostas e acompanhemos os seus mandatos. A nossa experiência, maturidade política e democrática, já nos permite distinguir o bom do mau. O Brasil, mais do que nunca, tem “necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos interesses privados” (Papa Francisco aos políticos latino-americanos, Dezembro de 2017).

Por fim, cabe ressaltar que as eleições deste ano acontecem no contexto do Ano Nacional do Laicato. A Igreja, à luz da Palavra de Deus e da sua Doutrina Social, incentiva os leigos e leigas a participarem, com esperança e otimismo, da vida pública. Ela é consciente da necessidade de uma maior presença do católico no âmbito político. A participação do leigo ocupando este espaço será sempre uma contribuição essencial na transformação da sociedade. Torna-se muito atual o apelo do papa emérito Bento XVI: “convém preencher a notável ausência, no âmbito político […] com vozes e iniciativas de chefes católicos de forte personalidade e dedicação generosa, que sejam coerentes com as suas convicções éticas e religiosas” (Papa Bento XVI, Discurso inaugural da Conferência de Aparecida, maio de 2007). No lugar do acirramento da polarização, lutemos pela reabilitação da dignidade da política. Não fiquemos indiferentes ao universo político. Bom exercício da cidadania a todos.

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