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Domingo de Ramos

Domingo de Ramos

DR13Com a celebração de Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, foi iniciada solenemente os ofícios litúrgicos da Semana Santa 2016 na Paróquia Santo Antônio, em Campanha, sé episcopal. Como já é tradição, a Semana Maior foi iniciada com Missa Pontifical, presidida por D. Pedro Cunha Cruz. Esse ano houve uma pequena alteração: o início da celebração aconteceu na igreja N. Sra. das Dores, tendo em vista que os jardins do palácio episcopal, onde habitualmente é realizada, estão em reforma. 

A celebração de Domingo de Ramos é dividida em duas partes. Primeiramente os fiéis se reúnem em uma igreja onde é proclamado o primeiro evangelho da missa narrando a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém. O presidente da celebração abençoa os ramos e, logo em seguida, tem início a procissão para outro templo, onde transcorrerá o restante da cerimônia.

 Na igreja das Dores, D. Pedro Cunha refletiu com os fiéis a simbologia dos ramos para a história e para Jesus. No tempo de Cristo saudar os reis com ramos significava reconhecer a sua dignidade e a sua realiza. Por isso, os reis, quando retornavam de alguma guerra ou de alguma conquista, eram saudados pelo povo com ramos na mão, reconhecendo, não só a sua realiza, mas parabenizar o rei pela sua vitória. Também comentou a simbologia do jumentinho, demonstrando que Jesus era um rei humilde, simples, servo de Deus. O reino de Jesus é um reino da humildade, da simplicidade e da paz. O bispo motivou os fiéis para que participassem da procissão como se fosse o Cristo que estivesse presente no meio do povo; “como de fato está; tendo em vista que a liturgia justamente nos atualiza esse mistério, nos faz recordar, trazer o passado para o presente”.

 Acompanhada pela Fanfarra Irmão Paulo, entoando músicas litúrgicas, deu-se início a procissão rumo à Catedral Santo Antônio.

 Chegando à Catedral Santo Antônio, prosseguiu-se a celebração, com a Liturgia da Palavra e a Proclamação da Paixão do Senhor, este ano, retirada do evangelho de Lucas. Todo o caminho quaresmal feito pelos fiéis culmina no dia de hoje, uma vez que esse tempo é um retiro de oração para a Semana Maior. Entramos, com Jesus, no deserto, na quarta-feira de cinzas e, com ele saímos vitoriosos na proclamação de sua ressurreição.

  “Jesus vence o drama da cruz. E exatamente por sua cruz que podemos decifrar não somente os enigmas do sofrimento de nossa existência, e dotar de sentido o sofrimento de nossa vida, mas a própria esperança e convicção de nós também venceremos e participaremos desse reino que Ele veio instaurar e que já começa no aqui e no agora, sobretudo com a nossa participação nas celebrações da Semana Santa. Já estamos participando desse Reino de Jesus! Pela própria liturgia ele nos faz reviver sua presença histórica entre nós. Não precisamos morrer ou deixar o reino para uma vida póstuma.”

 Jesus viveu em tudo a condição humana. Até mesmo nos momentos derradeiros, sabendo que ia ser entregue, dialogou com o Pai pedindo que, se fosse possível, evitasse seu sofrimento. Mas o remédio, Jesus apresenta: confiar em Deus!

 “Uma frase e, ao mesmo tempo, um gesto. A frase: “Pai, perdoa-lhes!”. Então até mesmo no momento do sofrimento da cruz, Jesus está intercedendo por nós e pelo perdão de nossos pecados. Ele derrama seu amor nós nesse gesto orante e suplicante em relação ao Pai. Então, todos nós queremos viver essa experiência da misericórdia, que foi aberta pelo próprio Cristo nessa sua oração perfeita. Porque nem sempre conseguimos rezar de maneira perfeito quando estamos abatidos ou acometidos pela enfermidade. E Jesus estava ali como um cordeiro, sem manchas, sem máculas, sem gritar, sem espernear, silenciosamente comungando de sua dor. E, mesmo assim, não obstante sua dor, ele faz esse gesto orante, suplicante, pela nossa salvação, por todos nós. É oração de Jesus por nós no alto do seu calvário”

Ao final de sua homilia D. Pedro comentou com os fiéis como foi bonito ver a fé do povo no caminho para a Igreja das Dores: pais, crianças, famílias, todos caminhando rumo ao templo com ramos nas mãos. Como Jesus toca o povo ainda hoje. Tudo que Jesus fez ainda é vivo e presente na memória de nossa gente.

 Na catedral, os cantos litúrgicos foram preparados e executados pelo Coral Catedral, sempre presente nas celebrações principais da paróquia.

Na celebração de Domingo Ramos, a igreja no Brasil  faz a coleta da Campanha da Fraternidade,  em prol das ações sociais mantidas pelas dioceses e pela CNBB. Ao final da celebração, D. Pedro conversou com a equipe da PASCOM sobre a Campanha da Fraternidade e a coleta de hoje. Você pode acompanhar no link abaixo.

Fonte: PASCOM/Paróquia Santo Antônio

 

 

 

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