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Missa Solene em honra a São José

Missa Solene em honra a São José

SJ8Na noite do último dia 19 de março, sábado, foi realizada na Igreja Nossa Senhora das Dores, missa solene em honra a São José, patrono da Igreja Universal. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, D. Pedro Cunha Cruz. Participaram da celebração, as senhoras pertencentes à Obra das Vocações Sacerdotais que têm em São José, seu padroeiro.

São José é conhecido na bíblia por ser um homem justo e do silêncio. Soube inteiramente qual era a vontade de Deus. Conhecemos São José como sendo o pai adotivo de Jesus. Sua profissão é a carpintaria. O nome José é a versão lusófona do hebraico Yosef. Descendente da casa real de David, é venerado como Santo pela Igreja Ortodoxa, Igreja Anglicana, e Igreja Católica. A Liturgia Luterana também dedica um dia ― 19 de março ― à sua memória, sob o título de “Tutor de Nosso Senhor”. Operário, é tido como “Padroeiro dos Trabalhadores”, e, pela fidelidade à sua esposa e dedicação paternal a Jesus, como “Padroeiro das Famílias”, emprestando seu nome a muitas igrejas e lugares ao redor do mundo.

 Dom Pedro iniciou sua homilia saudando o vigário paroquial, Pe. Edson Pereira e os membros da OVS. Disse ser muito devoto de São José e, por isso, ofereceu-se para presidir a celebração. Em seu percurso vocacional, confessou que sempre achou intrigante a vida de São José, por ser uma figura fundamental na história de Jesus, mas não se tem uma fala de José escrita na bíblia. Mas à medida que foi amadurecendo conseguiu compreender o papel de José no plano da Salvação: homem justo, temente a Deus, homem do silêncio.

 “A Igreja doméstica é a família. Quando Deus decidiu enviar seu filho, nascido da carne humana, escolheu essa mulher preservada da culpa do pecado original, Maria Santíssima, mas precisava portanto, dentro da estrutura da época, de um pai que pudesse ser um protetor da Virgem Maria e do Menino, mas ao mesmo tempo, que pudesse dar a essa família uma identidade: uma família sem o pai, uma mãe sem o seu marido, não tinha uma identidade própria.”

 O bispo lembrou que, naquela época e ainda hoje, o filho herdava o nome e a função que o pai exercia na sociedade. Por isso, muitas vezes nos evangelhos, Jesus é o ‘filho do carpinteiro’, ou o ‘filho de José’. A paternidade dava uma identidade social ao filho.

 “José fala. Mas ele não precisa usar a voz para falar. José fala muito fortemente no fato dele fazer o silêncio para entender a vontade de Deus; fala tão fortemente através de seus sinais, de seus gestos, de seus passos acolhedores na condução de Maria e do Menino. […] Então, o modo mais eloquente de falar ou de pronunciar as coisas de Deus está, sem dúvida alguma, na obediência à vontade de Deus. Por isso ele é um Santo. Por isso ele é lembrado nas orações eucarísticas: foi um resgate muito bonito que a liturgia da Igreja fez.”

A solenidade de São José, na paróquia, está inserida no Setenário em Honra das Dores de Maria Santíssima, semana em que os fiéis de Campanha, meditam a cada dia, uma dor de Nossa Senhora. Nesta última noite, D. Pedro conduziu a meditação da sétima dor de Maria: Jesus é sepultado. Como é dura uma despedida! Que hora triste a saída dum enterro! Mas o tempo urgia; era preciso apressar o sepultamento de Jesus. Embalsamam rapidamente e envolvem o corpo de Jesus numa mortalha e já o levam para uma sepultura cavada numa rocha, presente de José de Arimatéia. As dores de Maria chegam ao clímax. Separam dela o corpo inanimado de seu Filho. Maria se encosta à pedra que fechou a entrada do santo sepulcro. Ali reza e chora. O Setenário das Dores, em Campanha, é tido pelos fiéis, como um retiro, uma preparação próxima para a Semana Santa.

 

Fonte: PASCOM/Campanha

 

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