Diocese
da Campanha

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ENTREVISTA COM DOM PEDRO CUNHA CRUZ

ENTREVISTA COM DOM PEDRO CUNHA CRUZ

dp-entrevistaRodrigo Fernandeze Márcio Carvalho, representando a PASCOM, conversaram com o Bispo da Diocese da Campanha, Dom Pedro Cunha Cruz que, fiel devoto, com sua participação, muito abrilhantou a novena e festa pela canonização do Beato Padre Victor.

Pascom – Dom Pedro, esta é a primeira festa do Padre Victor após a beatificação. É, também, a primeira festa do agora Beato da qual o senhor participa, já como bispo de nossa Diocese. Qual exemplo o Padre Victor continua refletindo tanto para nossa Diocese como para a Igreja como um todo?

Precisamente a beleza da caridade, do amor de Deus, do qual Padre Victor foi reflexo válido para os dias de hoje, para os sacerdotes que fazem parte desta Diocese. É o exemplo deixado por alguém que viveu no século XIX, mas que produz efeitos até nossos dias, imortalizando sua história nesta cidade de Três Pontas e em nossa Diocese.

Lembrando, também, que estamos vivenciando um tempo – o Ano Santo da Misericórdia – que irá marcar a história da Igreja. E, na verdade, o nosso querido Padre Victor ficou marcado como apóstolo da caridade, como bem disse o Santo Padre o Papa Francisco. Era um sacerdote abnegado, dedicado ao amor de Cristo, preocupado com a educação dos jovens e crianças, na tentativa de eliminar a desigualdade entre as pessoas. Ele se encarregou de fazer a evangelização da cultura de sua época.

Pascom – O seu lema é ‘Servo de Jesus Cristo’. O que é ser um servo de Jesus nesta nossa época?

É ser instrumento da misericórdia, se entregar ao Cristo com esse amor abnegado (como foi exemplo o Padre Victor), não fazer conta da própria vida, mas sim se entregar, se doar até se desgastar, como diz o Apóstolo. E a vida de São Paulo, como de todos os outros apóstolos, servos de Cristo, foi exatamente isso: se consumir pela causa de Cristo e sua Igreja.

Pascom – Diante de tantas coisas que têm acontecido, eu me recordo da passagem dos Atos dos Apóstolos a respeito do encontro entre Felipe e o etíope. Há horas em que somos o etíope, necessitados de ensinamento, e outras em que somos Felipe, chamados a evangelizar. Neste seu período como bispo de nossa Diocese, qual análise o senhor pode nos passar?

É uma graça, algo muito especial, vir para a Diocese logo após a beatificação do Padre Victor, ou seja, assumir uma Diocese já com esse grande intercessor. Temos a Beata Nhá Chica, agora o Beato Padre Victor, portanto é uma diocese que é, por assim dizer, um celeiro de santos.

O que peço é que de fato eles intercedam junto a Jesus para que meu pastoreio seja fecundo. E certamente será, sobretudo pela intercessão de nosso Beato Padre Victor.

E peço que também os fiéis rezem por mim.

Pascom – Refletindo ainda sobre a oração: lendo a biografia do Padre Victor, podemos imaginar que as pessoas que foram importantes em sua vida, que tiveram parte nela – dona Mariana, padre Antônio, dom Viçoso – se entregaram à oração no sentido de vislumbrar a vontade de Deus a respeito daquela situação. Poderia discorrer um pouco a respeito desse assunto?

A força da oração. O Papa Francisco sempre pede a oração ao povo de Deus. Assim que foi eleito, ele se curvou na Praça de São Pedro, pedindo a oração do povo. Ele sabe da importância da oração. E todos nós, que assumimos um ministério, precisamos também dessa oração.

Tendo, portanto, estes grandes intercessores, que são nossos Beatos, e ainda com dois [nomes] em processo– Madre Tereza Margarida e Dom Othon Motta – possamos nós contar com esse auxílio, com essa interação entre a Igreja Militante (que somos nós) e a Igreja Triunfante (que são os santos).

PERGUNTA – Conforme o senhor lembrou em algumas homilias, Padre Victor possuía duas características fundamentais ao cristão, que é doar e perdoar. Fico pensando, também, trazendo para nossos dias, nos muitos cristãos que são perseguidos atualmente, doando até mesmo a própria vida. O que o senhor pode nos dizer sobre isso.

O perdão esteve sempre presente na vida de Padre Victor. É uma pessoa que soube espelhar sua vida na misericórdia do amor de Deus.

Penso, também, a respeito da questão dos cristãos perseguidos, que o nosso querido Padre Victor carregava na mão uma cruz para mostrar que não existe Cristianismo sem Cruz. Há cristãos que carregam uma cruz pesada, e testemunham com suas vidas. É o Evangelho de Cristo que eles estão anunciando de uma forma muito bonita, onde existe perseguição. Que toda a Igreja possa se unir nesse clamor a Cristo por todos estes que continuam ainda a lavar as suas vestes no Sangue do Cordeiro.

PERGUNTA – Para encerrar, o senhor poderia deixar uma mensagem a todos os devotos do Padre Victor?

Ao participar da festa, que todos possam vir na alegria de sua fé. E que, através da comunhão com o Beato Padre Victor, todos possam buscar a santidade que ele atingiu em vida, pois esta é uma vocação universal de todos nós batizados. Que não desanimemos, mas sejamos perseverantes na busca da santidade.

PASCOM– Agradecemos sua atenção para conosco e esteja certo de nossas orações. Deus lhe pague!

Que a Senhora d’Ajuda o proteja sempre e que o Beato Padre Victor interceda ao Pai pela sua vida, pelo seu ministério.

 

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