Diocese
da Campanha

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Domingo de Páscoa

Domingo de Páscoa

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“Este é o dia que o Senhor fez para nós: Alegremo-nos e nele Exultemos” (Sl 117)

“Após termos percorrido aquele deserto com o senhor Jesus, sendo também com ele assistido pelo Espírito Santo, chegamos à celebração do Tríduo Pascal, onde gostaria de elogiar todos os fiéis que se preparam espiritualmente durante os domingos da quaresma, sem faltar às missas; e também os fiéis que participaram das celebrações do Tríduo Pascal, que são insubstituíveis e indescritíveis para nós, celebramos o dia de hoje.”

Foi assim que Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da centenária diocese da Campanha, iniciou sua homilia no Domingo de Páscoa, 27 de março, na Catedral Santo Antônio. Como já é habitual, o encerramento da Semana Santa em Campanha, sé diocesana, se dá com solene missa pontifical, que este ano foi co-celebrada pelo pároco Pe. Luzair Coelho de Abreu e pelo vigário, Pe. Edson Pereira de Oliveira.

O domingo de Páscoa dá continuidade à celebração da ressurreição do Senhor, iniciada na Vigília Pascal. Com o domingo de páscoa, é iniciada a oitava da Páscoa, uma semana toda em que, antigamente, os que eram batizados na noite de Páscoa continuavam vestidos com vestes brancas. Nesta semana, vivemos o dia Pascal. São sete dias que se celebram como se fosse apenas um.

Foi justamente falando desse tempo de graça que Dom Pedro se dirigiu aos fieis. “Esse dia que nós estamos celebrando é proporcionado pelo próprio Deus, onde o tempo de Deus invade a precariedade do tempo humano. E vai nos enriquecer! Esse dia tão importante, tão perfeito, não está marcado por um tempo humano, pela caducidade do tempo da história! É um tempo que transcende as fronteiras do tempo, do espaço e da própria história. É um tempo que já começa a eternidade do próprio tempo. Esse é o tempo da graça, o tempo de Deus para nós! E vamos usufruir desse tempo, que, na verdade é esse dia que se estende por 7 dias e 7 semanas. O número 7 indica a perfeição; a perfeição indica alguma coisa que foi criada por Deus. Aí está, portanto, a beleza desse tempo!”

Continuando, o bispo refletiu sobre os sinais do ressuscitado. “O Evangelhista traz para nós os sinais do ressuscitado. Se vocês observarem o texto de João não fala ainda de Jesus, fala da corrida cheia de esperança que não sufoca o coração dos apóstolos Pedro e João, conforme nos disse o papa em sua homilia na Vigília Pascal, mas é uma luz  que respeita o interior do homem. Não sufoca o homem, nem Pedro foi sufocado com essa luz. Eles correm cheios de esperança porque sabem que alguma coisa tinha acontecido. Primeiro sinal: corrida esperançosa dos apóstolos. Segundo sinal: ver a pedra rolada do túmulo. Terceiro sinal: a pedra poderia ter sido rolada, mas ali poderia ainda estar o corpo. Mas não havia corpo! O sepulcro estava vazio. Outro sinal do ressuscitado! Outro sinal que João nos dá nesses  traços históricos e marcantes, mas muito religioso também são os lençóis dobrados. Esse é um outro sinal. Ali está o lençol mortuário. Se fazia muito isso na antiguidade: se cobria o morto com um tecido de linho cobrindo todo corpo. Aquele lençol que estava dobrado aos pés do túmulo. Ali temos um outro sinal muito bonito: os dois chegam e olham. Olham, mas o primeiro olhar de Pedro que entra no túmulo antes de João, por uma respeitabilidade de João, o mais jovem no colégio apostólico […]. Ele entra, simplesmente olha. Mas no segundo momento, quando João entra, aí está o testemunho do apóstolo, mas o discípulo amado viu e acreditou. Aí está o último e grande sinal do relato de João. […] Todos os sinais já mencionados, devem conduzir-nos à crença no ressuscitado”

Ao final da celebração, Flávio Maia, representando a comunidade campanhense, dirigiu algumas palavras a Dom Pedro, agradecendo a presença e participação do bispo no Tríduo Pascal da Paróquia Santo Antônio.

 

Fonte: PASCOM/Campanha

 

Agradecimento dirigido a D. Pedro Cunha Cruz na missa de Domingo de Páscoa, 27 de março de 2016.

 

Reverendíssimo Pe. Edson Pereira de Oliveira, vigário paroquial e reitor do Seminário Propedêutico São Pio Décimo

Reverendíssimo Pe. Luzair Coelho de Abreu, pároco e chanceler de nossa diocese

Reverendíssimo e Excelentíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, Bispo da centenária Diocese de Campanha

 

Caro Dom Pedro,

No dia 22 de julho, pe. Edson entrou em contato comigo para que fizesse uma breve saudação a V. Exa., tendo em vista que seria a primeira missa que presidiria em nossa catedral, já devidamente apresentado coadjutor, àquela época. Confesso que fiquei muito apreensivo: o que falar para o bispo?

Ainda que hoje a apreensão seja a mesma, está um pouco mais fácil. Naquela celebração, sua primeira colocação na homilia foi: “Meus irmãos e minhas irmãs, a liturgia de hoje é uma liturgia pascal”. Lembrando que 22 de julho é o dia que igreja lembra a memória de Santa Maria Madalena. E hoje temos presente Maria Madalena novamente. Inclusive alguns manuais de liturgia intitulam este domingo como O Domingo das Miróforas, por ser o domingo em que temos a figura das santas mulheres que levam, o perfume, a mirra para embalsamarem o corpo do Cristo. 

Em nome de nossa paróquia, Dom Pedro, gostaria de agradecer pela sua presença nos principais ofícios litúrgicos desta Semana Maior, retomando uma antiga tradição de seus antecessores. É possível verificar nos livros de tombo da paróquia que, antigamente, e muitos de nossos avós recordam disso, que naquela época, os bispos ficavam aqui na sé diocesana, presidindo as celebrações. Ainda hoje muitos se lembram de D. Inocêncio e D. Othon na Semana Santa em Campanha.  

Hoje, a visão eclesial é outra. O bispo é pastor de um rebanho que está distribuído em 49 cidades, precisa também estar presente em outras paróquias. Recordo-me que seu antecessor, hoje emérito, D. Diamantino Prata de Carvalho, eleito, mas não ordenado, também esteve conosco no seu primeiro ano na diocese.

Muito mais do que agradecer apenas sua presença, gostaria de agradecer muito belas e profundas mensagens que deixou conosco. Como professor que é, o senhor tem sempre a preocupação de iniciar suas homilias explicando cada uma das leituras, para, a partir compressão coesa dos textos propostos deixar sua mensagem aos fieis. Uma outra bonita característica presente é sempre mencionar o papa Francisco, demonstrando profunda comunhão com a unidade e atualidade da igreja. Sendo também docente, sei que essa maneira de construção textual é muito propícia e didática para se conseguir atingir uma assembleia heterogênea. 

E percebo também, D. Pedro, sua consciência ao se dirigir ao povo. Sabe que sua mensagem não ficará dispersa, pois as mídias religiosas transformam sua pregação de efêmera, passageira, para algo perene, que irá perdurar. Na última sessão da Assembleia Diocesana de Pastoral, o senhor citou a importância da Comunicação Social, mencionando o decreto conciliar Inter Mirifica. E aqui faço memória de São João Paulo segundo, em sua encíclica Redemptoris Missio, a Missão Redentora de Cristo, ao trazer presente a figura dos areópagos que representavam o centro da cultura ateniense, um local de discussão de ideias. São João Paulo II, na encíclica diz que o hoje em dia o “primeiro areópago dos tempos modernos é o mundo das comunicações, que está a unificar a humanidade, transformando-a — como se costuma dizer — na aldeia global”. E continua: “Os meios de comunicação social alcançaram tamanha importância que são para muitos o principal instrumento de informação e formação, de guia e inspiração dos comportamentos individuais, familiares e sociais.” 

Dom Pedro, além das já tradicionais missas pontificais que o bispo preside em nossa Semana Santa, gostaria de deixar de antemão o convite para a pregação de algum dos sermões da Semana Santa 2017, talvez o senhor possa passar o tríduo pascal conosco novamente… 

Como no dia de sua apresentação, dizemos novamente “Bendito aquele que vem em nome do Senhor!”. Muito obrigado! 

Sua bênção!

 

 

 

“Este é o dia que o Senhor fez para nós: Alegremo-nos e nele Exultemos” (Sl 117)

 

 

            “Após termos percorrido aquele deserto com o senhor Jesus, sendo também com ele assistido pelo Espírito Santo, chegamos à celebração do Tríduo Pascal, onde gostaria de elogiar todos os fiéis que se preparam espiritualmente durante os domingos da quaresma, sem faltar às missas; e também os fiéis que participaram das celebrações do Tríduo Pascal, que são insubstituíveis e indescritíveis para nós, celebramos o dia de hoje.”

 

            Foi assim que Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da centenária diocese da Campanha, iniciou sua homilia no Domingo de Páscoa, 27 de março, na Catedral Santo Antônio. Como já é habitual, o encerramento da Semana Santa em Campanha, sé diocesana, se dá com solene missa pontifical, que este ano foi co-celebrada pelo pároco Pe. Luzair Coelho de Abreu e pelo vigário, Pe. Edson Pereira de Oliveira.

 

            O domingo de Páscoa dá continuidade à celebração da ressurreição do Senhor, iniciada na Vigília Pascal. Com o domingo de páscoa, é iniciada a oitava da Páscoa, uma semana toda em que, antigamente, os que eram batizados na noite de Páscoa continuavam vestidos com vestes brancas. Nesta semana, vivemos o dia Pascal. São sete dias que se celebram como se fosse apenas um.

 

            Foi justamente falando desse tempo de graça que Dom Pedro se dirigiu aos fieis. “Esse dia que nós estamos celebrando é proporcionado pelo próprio Deus, onde o tempo de Deus invade a precariedade do tempo humano. E vai nos enriquecer! Esse dia tão importante, tão perfeito, não está marcado por um tempo humano, pela caducidade do tempo da história! É um tempo que transcende as fronteiras do tempo, do espaço e da própria história. É um tempo que já começa a eternidade do próprio tempo. Esse é o tempo da graça, o tempo de Deus para nós! E vamos usufruir desse tempo, que, na verdade é esse dia que se estende por 7 dias e 7 semanas. O número 7 indica a perfeição; a perfeição indica alguma coisa que foi criada por Deus. Aí está, portanto, a beleza desse tempo!”

 

            Continuando, o bispo refletiu sobre os sinais do ressuscitado. “O Evangelhista traz para nós os sinais do ressuscitado. Se vocês observarem o texto de João não fala ainda de Jesus, fala da corrida cheia de esperança que não sufoca o coração dos apóstolos Pedro e João, conforme nos disse o papa em sua homilia na Vigília Pascal, mas é uma luz  que respeita o interior do homem. Não sufoca o homem, nem Pedro foi sufocado com essa luz. Eles correm cheios de esperança porque sabem que alguma coisa tinha acontecido. Primeiro sinal: corrida esperançosa dos apóstolos. Segundo sinal: ver a pedra rolada do túmulo. Terceiro sinal: a pedra poderia ter sido rolada, mas ali poderia ainda estar o corpo. Mas não havia corpo! O sepulcro estava vazio. Outro sinal do ressuscitado! Outro sinal que João nos dá nesses  traços históricos e marcantes, mas muito religioso também são os lençóis dobrados. Esse é um outro sinal. Ali está o lençol mortuário. Se fazia muito isso na antiguidade: se cobria o morto com um tecido de linho cobrindo todo corpo. Aquele lençol que estava dobrado aos pés do túmulo. Ali temos um outro sinal muito bonito: os dois chegam e olham. Olham, mas o primeiro olhar de Pedro que entra no túmulo antes de João, por uma respeitabilidade de João, o mais jovem no colégio apostólico […]. Ele entra, simplesmente olha. Mas no segundo momento, quando João entra, aí está o testemunho do apóstolo, mas o discípulo amado viu e acreditou. Aí está o último e grande sinal do relato de João. […] Todos os sinais já mencionados, devem conduzir-nos à crença no ressuscitado”

 

            Ao final da celebração, Flávio Maia, representando a comunidade campanhense, dirigiu algumas palavras a Dom Pedro, agradecendo a presença e participação do bispo no Tríduo Pascal da Paróquia Santo Antônio.

 

Fonte: PASCOM/Campanha

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